Inglês e o vizinho Português

vizinho

 

Olá, amigo do blog ICT. Você mora em um lugar legal? Tem bons vizinhos?

 

Alguns deles se tornam amigos. Outros, a gente tem que por limites, pois, se permitimos, acabam vivendo mais na nossa casa do que na deles, não é mesmo?

 

Já falamos em outros artigos que tudo que é demais, ou enjoa, ou engorda ou aborrece.

 

Da mesma forma que temos que colocar limites em nossa convivência com os outros, temos, no mundo do Inglês, que estabelecer limites para a utilização de certos instrumentos.

 

Um desses é o nosso amigo Português.

 

O vizinho Português

 

Esse vizinho está sempre de prontidão para nos ajudar. É só a gente abrir uma pequena fresta em nosso portão, ele já vem correndo pra se instalar.

 

fresta porta

A metáfora nos ajuda a entender que nossa zona de conforto da mente pede, implora, pelo uso de algo já conhecido, mas que temos que ter limites para usar algo que pode nos prejudicar em seguida.

 

Outro dia estava eu conversando com um amigo que me contava sobre um curso de inglês que ele havia feito em SP há muitos anos atrás.

 

Aprender inglês nesse curso, implicava no completo abandono de nosso amigo Português, visto que, de acordo com a metodologia dessa escola, o aluno deveria mergulhar 100% num mundo de inglês para seu aprendizado. Eu concordaria nesse mergulho total se a realidade fosse pouquinho diferente do que é, pelo menos em minhas salas de aula.

 

Formas de aprendizado

 

Como já dissemos várias vezes nesse blog, alunos tem preferências de aprendizado distintas. Há aqueles buscam a tradução automaticamente, o que é algo natural para nosso cérebro acostumado a pensar, viver, no mundo do nosso amigo Português.

 

Quais são os ingredientes básicos para o aprendizado do Inglês?

 

Se adotamos a regra dos 100%, radicalidade total, acabamos por criar situações em sala de aula que vão criar uma tremenda frustração para esses alunos mais dependentes da tradução, o que pode fazer com que eles percam totalmente o estímulo para continuar a aprender inglês.

 

Em uma sala de aula, há que se ter um bom gerenciamento por parte do professor.

 

Alunos mais dependentes de tradução podem, e devem, receber um tratamento especial. Isso não significa que precisamos adotar o Portuga e trazê-lo pra dentro da nossa casa.

 

Mas, sabendo usá-lo, impondo limites, a visita dele em nossa casa se torna algo útil, bem víndo, sem causar maiores males.

 

limite vizinho

 

No caso de palavras mais abstratas como even, such as, fica muito difícil fazer o cérebro acostumado com o Português entender uma definição diretamente no Inglês.

 

Que tal invertermos a coisa??

 

Ao invés de dizer ao aluno: even significa: até mesmo; Podemos dizer: How do you say: até mesmo in English? E aí, apontar para a palavra em questão.

 

Pronto, feito, entendido. Sem traumas e nem maiores frustrações.

 

O mergulho no abismo

 

mergulho abismo

 

Podemos também fazer uma útil analogia com um mergulho no abismo. Metaforicamente, esse mergulho no abismo representa o se aventurar, o mergulhar em algo que te faça sair da sua zona de conforto.

 

Aprender inglês implica nisso sim.

 

Nos momentos em que o aluno está apresentando dificuldades em entender uma definição em Inglês, o professor pode, discretamente, dar um empurrãozinho, um leve toque, para que ele entenda de vez uma palavra especialmente difícil para ele.

 

O professor resolve a questão dizendo a ele o que precisa ser dito, a tradução da palavra, sem comprometer os outros e sem transformar a aula em um processo de tradução total.

 

Conclusão

 

Resumindo, proponho dois momentos para aliviar a vida de muitos em salas de aula.

 

Duvida que funcione e não faça mal? Tente e me diga depois.

 

Grande abraço e até o próximo artigo.

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